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Tierry fala sobre sucesso ao se lançar cantor: ‘Muita gente não acreditava’

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Tierry ganhou notoriedade como cantor pelos sucessos “Rita” e “Cracudo”, mas sua carreira musical como compositor já rendeu hits a grandes nomes da música, como Simone & Simaria, Lucas Lucco, Marília Mendonça, Ivete Sangalo e Maria Bethânia.

Em entrevista, o cantor contou sobre a infância e revela que cantar sempre foi seu sonho.

Nasci em Salvador, mas com três anos fui morar em Nilo Peçanha, no interior da Bahia, que tem muita influência da música brega, sertanejo, xote, várias influências. Minha família ouvia muita música. Fiz faculdade de Publicidade, mas queria muito cantar. Primeiro contato com a música foi com presidente de uma ONG a MusicArtes, que lidava com crianças que moravam em periferias e trazia as crianças para melhorar a vida delas ou tirá-las das ruas através da música

Eu fazia faculdade, estagiava, ia pra ONG e no estágio, pra economizar, passava na frente do estúdio, via pessoal cantando. Na época tinha uma banda, Fastasmão, que era de swingueira, tipo Léo Santana, Harmonia do Santana. Na Bahia é chamado pagodão. Com 19 anos eu assumi os vocais dessa banda. Super me identifiquei, misturava rock’n’roll, a gente falava de coisas sociais. Fui mudando um pouco, transformando em música mais dançante.

Financeiramente, a vida não foi fácil e, na época, o cantor chegou a morar em diversos lugares para conseguir correr atrás de seu sonho. “Morei em pensionato, em casa de amigo, em periferia, onde eu corria risco de vida, porque ficava em um lugar comandado por facção e era onde minha mãe tinha condições de morar. Fiz amizade com todo mundo pra viver sem ter medo e, graças a Deus, deu tudo certo! E voltar a Salvador, com tudo que conquistei, ver as coisas acontecendo, estar nos principais jornais da minha cidade, com músicas no Carnaval… Dinheiro nenhum paga esse respeito!”

A vontade era grande, mas Tierry recorda que chegou a pensar em desistir.

Eu estava cansado de estrada, de não ganhar dinheiro – que era metade do que eu ganhava como compositor – mas eu tinha sonho de cantar. Minha mãe sempre falava: ‘você já conquistou muita coisa na sua vida, tem que repensar se é isso mesmo que você quer’. Mãe só quer bem da gente e vi que era uma crítica construtiva. Lancei um disco e uma semana depois estava todo mundo ouvindo. Acho que Deus viu que era minha hora. ‘Está na hora de você realizar seu sonho!’.

O primeiro contato com o sucesso foi por meio de composições. “Em 2015, já ganhava uma grana legal, ‘Dançando’, da Ivete Sangalo, foi meu primeiro sucesso como compositor [em 2013]. E pensei: ‘agora vou cantar o que eu amo, que é a música romântica sertaneja’. Aí não parei mais, teve ‘Vai Vendo’, do Lucas Lucco, e depois veio a grande realização, quando montei meu próprio projeto”, recorda.

Ao decidir soltar a voz nos microfones, ele revela que foi criticado.

Muita gente não acreditava. Lancei vários discos sertanejos, arrocha e agora misturei sertanejo com arrocha, que alguns lugares chamam de brega e deu super certo. Depois de seis anos de mudança, estou vendo minha música sendo conhecida no Brasil inteiro. Sofrência, mas engraçado. Sou mistura da Marília Mendonça com Rogério Skylab.

Diferencial artítstico

A leveza com a qual Tierry trata as tristezas e sofrimentos foi uma forma de se diferenciar. “Eu estava cansado de fazer músicas pra mim igual eu fazia pra todo mundo. ‘Poxa, parece Luan Santana’, ‘parece Simone & Simaria’ e nunca parecia comigo. Como vou fazer? Queria uma coisa que fosse minha. Já sei: vou falar de coisas que ninguém teve coragem de falar e, que se eu fizesse pros artistas, eles não teriam coragem de gravar”.

Eu já fazia música com teor engraçado pra Pablo, Luiza & Maurílio, Simone & Simaria…Aí pensei: ‘cara, vou pegar coisas ruins do cotidiano e transformar em coisa boa’. E nada melhor que a música pra falar, né?

Tem humor, mas a gente leva muito a sério essa coisa da música. Fico muito feliz quando vejo as pessoas felizes que eu ‘salvei a quarentena delas’. Você fazendo parte da vida das pessoas em um momento tão difícil

Tierry diz que faz músicas para todos os estilos. “Sou um cantor sem rótulos, gosto de tudo. Criei uma música com Ivete pro Carnaval, fiz uma com Sorriso Maroto, fui gravado por Maria Bethânia… Não posso ter rótulos nem pra compor nem pra cantar”, analisa.

Mesmo com a pandemia, o cantor revela ter muitos planos para esse ano. “Muito difícil, porque a gente ama trabalhar. Eu fazia 30 shows por mês. Hoje, com [o sucesso de] ‘Rita’, eu estaria fazendo 40 shows por mês.”

Tenho dois discos pra lançar: ‘Pai das Crianças’, um EP de 8 músicas, e ‘Acostuma com Nós’, com 6 músicas. Espero que, no segundo semestre, com a vacina, a gente consiga gravar DVD lá em Salvador, com minha Bahia lotada!

Professor da rede pública, ativista das causas ambientais, boêmio, conciliador, apreciador da música popular brasileira e colaborador do portal Os Bastidores

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