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Black Metal

Há 27 anos, a cena Black Metal chocava o mundo com o assassinato de Euronymous

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Foto: Divulgação

A cena Black Metal veio recheada de polêmicas e que ia definitivamente além das controvérsias satanistas e que chegaram a envolver a queima de igrejas na Noruega, onde o gênero musical ganhou força.

Dentro de todos os grupos que surgiram por lá, o Mayhem certamente foi um dos mais pioneiros e também um dos mais chocantes. Lá em 1991, por exemplo, o vocalista Per “Dead” Ohlin, cometeu suicídio e a banda chegou a usar fotos da cena sangrenta e pesada como capa de um álbum ao vivo.

Mas foi exatamente há 27 anos, em 10 de Agosto de 1993, que a coisa tomou um tom mais sinistro ainda, já que o guitarrista Øystein “Euronymous” Aarseth acabou sendo vítima de um assassinato cometido por um ex-colega de banda, Varg Vikernes, que é também fundador do Burzum. A história até virou filme.

Ele deu 23 facadas em Euronymous e especula-se que tudo isso tenha sido por conta de desavenças relacionadas a disputas de poder e financeiras, ainda que Euronymous não fosse lá muito querido — o primeiro baixista da banda, Jørn “Necrobutcher” Stubberud já chegou até a dizer que só não o matou porque Varg “chegou primeiro”.

Black Metal e a morte de Euronymous

A situação acabou caindo como uma luva para a polícia local, que já estava à procura de uma forma de condenar Vikernes por incendiar igrejas. Ele acabou sendo preso e só foi solto 16 anos depois, tendo escrito vários discos do Burzum durante esse período na cadeia.

Desde então, a cena acabou vendo o seu estereótipo caminhar para esse lado e até hoje Varg Vikernes é um símbolo de ideais como a supremacia branca e o conservadorismo. Ele também ressalta constantemente que não se arrependeu do assassinato, alegando que agiu em “defesa pessoal”, pois acreditava que Euronymous tinha um plano de matá-lo.

Certamente 10 de Agosto de 1993 foi um dia triste para a música pesada, mas é bom também poder olhar para diversos outros grupos que fazem parte da cena ou são influenciados por ela e conseguiram aprender com os erros do passado.

Fotografo, videomaker, editor do site Os Bastidores, estudante compulsivo de TI, fã de Heavy Metal, estudioso da cultura medieval e apreciador de um bom vinho.

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