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Os Bastidores
Fantasia

“Aladdin” – Uma viagem mágica de volta à infância

Sinceramente é difícil saber por onde começar a falar sobre um filme tão lindo. O live action segue exatamente a mesma base da animação, o que não poderia deixar os fãs mais felizes. Em relação às referências, só os fãs de carteirinha vão pegar as referências mais sutis. Existem coisas da animação que são mínimas mas para quem já viu mais de 100 vezes (eu aqui!) vai achar surpreendente como os roteiristas fizeram questão de colocar pequenas menções que mesmo que sejam mínimas, fazem todos nós se conectar muito com a infância.

O novo filme tem quase 40 min a mais do que o de 1992, tudo isso preenchido com novos personagens, músicas e performances maravilhosas, sem exagerar na dose, se tratando de um musical. A nova personagem Dalia, por exemplo, criada de Jasmine, era uma preocupação dos fãs porque acharam que talvez mudaria um pouco o foco da história principal, mas foi uma escolha certeira e utilizada de uma forma muito bem pensada e que ficou lindo no resultado final.

Como falar de um musical sem mencionar as incríveis músicas do longa? A trilha sonora de Aladdin é extremamente emocionante, fazendo todos nós soltarmos a voz no cinema para cantar junto, se tornando ainda mais lindo para quem é fã. Vale destacar a trilha sonora em português, que contou com Daniel Garcia (Gloria Groove) como Aladdin, Lara Suleiman como Jasmine, e Márcio Simões como Gênio. Uma das canções mais marcantes do longa, “Speechless” ganhou o nome de “Ninguém Me Cala” em português e conseguiu entregar de maneira perfeita a emoção presente na letra. A novidade em relação às músicas foram colocadas no ponto certo e temos certeza que vocês vão se apaixonar por essa canção!

Uma coisa surpreendente a perceber é como tudo está mais mágico, mas ao mesmo tempo crível. É impressionante ver como Jasmine está mais empoderada nesse remake, como ela entende mais sobre qual é o seu lugar de verdade e sua função. Ela vê que pode ocupar qualquer lugar e como quiser, e Naomi Scott (Power Rangers) consegue trazer tudo isso de maneira intensa e forte nas telonas.

Talvez o ator Marwan Kenzari não tenha sido a escolha 100% certa para interpretar Jafar. Nós sabemos que o vilão é muito megalomaníaco, dramático, exagerado e mesmo que não pareça, calmo. Kenzari acabou ficando no filme como alguém meio comum, sem chamar atenção, mas conseguiu trazer um pouco da loucura do vizir do sultão.

Agora duas escolhas certeiras para seus respectivos papéis foram Mena Massoud, um ator egípcio nacionalizado no Canadá, que traz uma elevação extraordinária para o filme com seu jeito de ser e uma ótima atuação, fora o fato de se parecer muito com o perfil do personagem e tendo uma troca maravilhosa com Naomi; e o outro é claro, Will Smith que interpreta o Gênio. Depois de ser muito criticado por seu visual, alguns fãs estavam preocupados de como seria, ainda mais depois do grande Robin Williams ter marcado o personagem pra sempre. Mas fiquem tranquilos, podemos dizer que Will Smith deu um show, surpreendeu e está incrível no papel, com seu carisma ele deixa o personagem tão brincalhão quanto na animação e trazendo uma linda relação de amizade com Aladdin.

A produção de figurino, cenários, coreografias e toda a magia de Agrabah ficaram impressionantes. O tapete mágico, Rajar, Abu e Iago tem os seus momentos maravilhosos no filme que nos encantam demais. Bom, mesmo com algumas surpresas e coisas novas, os fãs podem sentir a falta de pequenas coisas do filme original. Mas tudo é tão lindo e nos conecta tanto com a nossa infância que a gente até acaba esquecendo disso. Só sabemos de uma coisa: ninguém pode perder Aladdin! A Disney simplesmente arrasou!

“Aladdin” estreia hoje (23) nos cinemas.  Confira o trailer:

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